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Muito foi falado, e muitos se preocuparam, sobre o bug do ano 2000. Duas casas em vez de
quatro para indicar uma data! Uma opção técnica, com conseqüências potenciais maiores,
resultando de uma visão de curto prazo, motivada em benefício de uma economia de curto
prazo. Custou milhões para se reparar um erro.

Apesar de todo o barulho feito pela mídia, e os temores mais ou menos justificados que isso
tudo acarretou, o bug do ano 2000 era um problema técnico completamente simples ser
resolvido. Mas o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação (TICs)
envolve outros desafios mais complexos. Os organizadores do Colóquio 2001 Bugs
gostariam de direcionar os debates para dimensões mais humanas, sociais, culturais,
políticas e econômicas da sociedade, onde as TICs ocupam um lugar de destaque e
representam um papel cada dia mais importante. Quais serão os bugs do ano 2001 e
dos que ainda estão por vir nesta sociedade que é freqüentemente chamada de sociedade
da informação, da programação, do conhecimento? Um convite para deixar de lado a área
da simplificação e do cálculo a curto prazo para tratar de uma problemática que engloba uma
série de possibilidades a serem esclarecidas e concretizadas, assim como problemas a
serem identificados e solucionados. O desafio, em suma, consiste em pensar uma
comunicação generalizada em toda sua complexidade e em função de perspectivas
a longo prazo.

Convergência e diversidade constituem tendências concomitantes nesta problemática,
que nos instiga a encontrar e analisar em um único esforço as forças que conduzem para
a harmonização, a integração, até mesmo a globalização, e os fatores que, ao mesmo tempo
e espaço, contribuem para manter e desenvolver a pluralidade.

Cinco painéis conduzirão os trabalhos do Colóquio, com a participação de convidados do meio
empresarial, do setor público e do campo acadêmico:

1. 50 anos de reflexão e de pesquisa em "TICs e sociedade"


Desde que Harold. A. Innis publicou The Empire and Communication, em 1951, o lugar e o papel
das tecnologias da comunicação na evolução das sociedades não pararam de ser objeto de
controvérsias teóricas. Da aldeia global à sociedade em rede, passando pela telemática e
pelas sociedades programadas, os modelos explicativos das relações entre TICs e sociedade
são os mais variados, sem necessariamente fornecerem considerações diferenciadas. Este painel
dará a oportunidade de apresentar e examinar várias observações críticas destes modelos.

2. Concorrência e convergência: um primeiro balanço

A convergência entre a informática, as telecomunicações e o setor audiovisual que caracteriza
o desenvolvimento das comunicações desde o início dos anos 90 foi conduzido sob a bandeira
de uma concorrência cada vez mais forte, mas foi também impulsionada pelas mega-fusões,
alianças e parcerias. Onde nós estamos após uma década de convergência e de concorrência?
Como podemos prever o futuro das comunicações? Que dinâmica conduzirá seu desenvolvimento?
Que perfil terão os personagens deste futuro próximo?

3. Usos mais específicos, usuários mais diferenciados.


Os usuários de produtos e de serviços de informação transformaram-se no alvo das estratégias
tanto políticas como econômicas. Mas que usuários são esse e como utilizam as comunicações?
Que evoluções poderiam reduzir cidadãos a meros consumidores? Em que circunstâncias a
apropriação destes produtos e serviços podem contribuir para uma emancipação individual e coletiva?

4. A regulação das redes. O Estado e o mercado.


O desenvolvimento das redes, a proliferação de canais e de serviços, os acordos de livre
comércio são freqüentemente assuntos levantados para questionar o papel do Estado, dos
órgãos de regulação e das instituições públicas nas áreas da cultura e das comunicações. Se
os mecanismos de regulação política criados pelos Estados-providência se tornaram
ultrapassados, serão eles substituídos? Se a resposta for positiva, por que mecanismos?

5. Mundialização e diversidade cultural, um utopia?

As negociações sobre o comércio internacional lançam em uma escala planetária a questão
cultural. Os produtos culturais são mercadorias como quaisquer outras e devem ser submetidos
aos mesmos acordos comerciais, ou suas especificidades exigem que seja adotado um sistema
de regras diferenciadas? Esta pergunta é meramente teórica. Relações culturais, econômicas
e políticas consideráveis estão em pauta. Será uma utopia pensar uma mundialização com
pluralidade?Diferentes oficinas permitirão a apresentação de resultados de pesquisas e reflexões.
As propostas de comunicação (em 1 página) devem ser enviadas ao Comitê de Programação até
o dia 1 de março de 2001 (em nome de: 2001 Bogues, GRICIS, Université du Québec à Montréal.
C.P. 8.888, Succ. Centre-ville, Montréal, Canada, H3C 3P8). Elas devem se enquadrar em
uma das seguintes categorias:

1 - ABORDAGENS.
As comunicações devem discutir os modelos globais que analisam
os fenômenos relacionados ao desenvolvimento dos sistemas digitais de informação e de
comunicação. Eventualmente, poderão fornecer uma avaliação crítica das teorias e dos conceitos
relativos a conceitos como: "sociedade da informação", "sociedade informacional", "sociedade do
conhecimento", "sociedade em rede".

2 - ESTUDOS E EXPERIÊNCIAS SETORIAIS. As comunicações tratarão das
implicações e dos desafios da introdução de novos sistemas de informação e de comunicação
nas áreas da educação, da saúde, da administração, do comércio, da vida pública, da organização
do trabalho, do planejamento territorial etc.

3 - PROJETOS
. As apresentações tratarão de objetivos, programas e estratégias dos
principais atores sociais ligados ao desenvolvimento das tecnologias da informação e da
comunicação; estando elas ligadas a empresas públicas ou privadas, discutindo o papel
do Estado e do serviço público, as perspectivas e reivindicações de grupos sociais institucionais
ou informais etc.

LÍNGUAS DE TRABALHO. As comunicações serão aceitadas em inglês, francês
e espanhol (línguas oficiais da Association Internationale de Sociologie). Os gastos orçados, no
entanto, não incluem traduções simultâneas de todas as oficinas, por isso, cada participante deverá
fazer os esforços necessários para compreender e ser compreendido (por exemplo, falando em
uma língua e expondo transparências em texto ou tópicos em uma outra). Esta é apenas uma
das exigências da diversidade e do pluralismo!

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